Sessão 8 - O coração do tempo - GM: Rubens - Suplemento: Gurps Celtic Myth
Na Taverna de Callahan, após a intensa batalha contra Merlin e a recuperação da orbe mágica, Mark II e Zamon estavam prontos para uma nova aventura. Enquanto discutiam sobre o que poderiam fazer a seguir, um turbilhão de luz os envolveu novamente, transportando-os para uma nova realidade: a Irlanda medieval.
Ali, a terra estava marcada por conflitos entre clãs, e uma atmosfera de tensão pairava sobre os vilarejos. Ao seu lado, Bráulio, o professor da Terra Plana, e Zareth, a filósofa que buscava a essência do ser, se uniram ao grupo. Bráulio, com seu ceticismo aguçado, estava em busca de comprovar que a realidade era uma construção social, enquanto Zareth queria entender as motivações que levavam as pessoas a lutarem por poder.
Logo, eles descobriram que um rei tirano, conhecido como Conall, estava prestes a usar um artefato proibido, um artefato do futuro chamado "Coração do Tempo", capaz de alterar o curso da história. Zamon, ao identificar a gravidade da situação, lembrou-se das palavras de Kant sobre a causalidade: qualquer mudança na história poderia ter consequências catastróficas para o multiverso.
Os quatro heróis, então, formularam um plano para impedir que Conall ativasse o artefato. Usando a astúcia de Bráulio e a lógica filosófica de Zareth, eles se infiltraram no castelo do rei, enfrentando guardas e armadilhas. Mark II, com sua tecnologia avançada, usou suas habilidades para criar distrações, enquanto Zamon utilizava sua agilidade alienígena para desviar de ataques.
Quando finalmente chegaram ao salão do trono, encontraram Conall prestes a acionar o Coração do Tempo. O rei, envolto em uma aura de poder, sorriu ao vê-los, acreditando que era tarde demais para impedi-lo. No entanto, Zareth se adiantou, desafiando Conall a refletir sobre o que realmente significava ser um líder e a responsabilidade que vinha com o poder.
A batalha que se seguiu foi intensa, não apenas física, mas também psicológica. Bráulio, com seu conhecimento sobre a estrutura do mundo, expôs as fraquezas do rei, enquanto Mark II tentava desativar o artefato. Zamon, ágil e veloz, enfrentou os guardas, criando espaço para que seus aliados agissem.
Com um movimento rápido, Mark II conseguiu desativar o Coração do Tempo, mas não sem um custo: uma onda de energia emanou do artefato, causando distúrbios no espaço-tempo. No entanto, ao invés de caos, a energia despertou uma nova compreensão entre os presentes, trazendo clareza sobre as escolhas que haviam feito.
Com o artefato finalmente sob controle, os heróis decidiram que era melhor levá-lo de volta à Taverna de Callahan, para que pudesse ser guardado e estudado. Assim, após a batalha, os quatro se uniram novamente e, em um feixe de luz, foram transportados de volta à segurança do local onde suas aventuras começaram.
Na Taverna, com o Coração do Tempo agora guardado em um cofre seguro, eles refletiram sobre suas experiências. A guerra na Irlanda medieval havia ensinado-lhes muito sobre o poder das escolhas e a interconexão entre as realidades. Bráulio concluiu que, embora a realidade fosse uma construção, suas ações tinham um peso imensurável. Zareth sorriu, sabendo que o entendimento era a chave para a verdadeira sabedoria.
E assim, sentados ao redor da mesa, com canecas de hidromel nas mãos, eles se prepararam para a próxima jornada, certos de que o multiverso ainda guardava muitos segredos por descobrir.

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